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Uma jornada que começou legal… mas acabou mal.

Como deve ser do conhecimento de todo (ou quase) eu sou um grande aficionado pela cultura nórdica. E com isso, a noticia de que Lady Sif tornaria-se à nova protagonista de Jornada ao Mistério (Journey into Mystery) foi muito bem recebida por mim. Pois, teria mais uma excelente dose de cultura nórdica além, claro, da revista Thor: O deus do trovão. Mas, nem tudo foram flores.

O Enredo; gira em torno da nova protagonista da série (que já teve muito); Lady Sif. Grande guerreira e aliada de Thor que se sente um tanto quanto impotente por ver seu tão amado reino em ruínas. Deste modo ela parte em busca de uma velha benção magica (Buff) do qual dota o portador com o dom da “Fúria”. Tudo isso para poder ser mais forte diante dos desafios que sempre surgem em torno de seu reino, porem, isso acaba por deixá-la cega. Levando sua espada contra seus amigos e ferindo seu próprio povo, o que é imperdoável para seu irmão Heimdall que a manda em uma jornada para se libertar desse mal, uma Jornada ao Mistério! (Porra! Eu sou bom de mais, caralho!).

Bem, o arco do qual nos podemos conferir nesses primeiros (e únicos volumes) são de autoria de Kathryn Immonen. Uma retorista que ao meu ver tem bastante potencial mas que à linha do raciocinou muito rápido, abandonando o tão excelente tom de aventura que seu material tem para se aventurar na exausta formula das séries mensais. Intendam que eu não estou dizendo que sua historia é ruim, ela apenas abandona um estilo de narrativa que estava sendo muito diferente e bom.

Para vocês entenderem melhor. A HQ de titulo Thor: O deus do trovão está indo muito por causa que Jason Aaron resolveu abandonar o atual Thor para dar foco no lado mais mitológico do personagem o que da para o personagem um contraste muito bom. É, sacia a sede do leitor por estorias mais maduras. Algo do qual é feito inicialmente pela retorista da revista da qual reviso agora, para logo depois voltar para o que sempre foi feito com a personagem secundaria.

A Sif do começo da historia está cansada de ver o seu reino ser despedaçado e erguido, varias e varias vezes continuamente. Então, ela parte em busca de poder. Jornada da qual se inicia muito bem mostrado varias figuras da mitologia nordica e mundo que são otimos de re-visitar, então, ela encontra uma forma de ter poder nas mãos de um bruxa. Sendo que como na alquimia, para obter aquilo que busca à de se pagar um preço.

É sensacional esse incio mas abandonado tão rápido que vocês perde o gosto por continuar lendo. Até mesmo os diálogos, trama e sequencia de cenas aparenta ser muito mais maduro do que costuma-se ver numa HQ, o que mostra o excelente trabalho da roteirista, o que se perde num passe de magica.

O visual da historia e até mesmo da protagonista está muito… bruto, nórdico até mesmo chego a dizer que “massaveio”. As características que deu para à protagonista e esse novo modo de ser que surge em meio ao primeiro volume são muito bons. O que te cativa (ou vai te cativar… se surgiu um interesse pela série em você) do fim ao começo, mostrando que o visual clássico não está fora de moda, apenas se encontra esquecido com tantos péssimos retoristas dentro da Casa das Ideias.

A Arte; é uma coisa de louco. A primeira vista pensei que se tratava de uma nova série do Oliver Coipel, mas bastou eu dar uma boa olhada no formato da cranio dos personagens para saber que não. O mestre aqui é Valerio Schiti, rapaz que possui um traço pesado ou groço por assim dizer que parece até ter sido feito por uma caneta e não um lápis (ou seja lá o que desenhistas usam hoje em dia) isso sem falar do fato dele ter transformado à senhora Lady Sif… em uma espetacular gostosa das coxas grossas e dos lábios carnudos… Ô MULHER BOA ODIN! GLORIA AS RAÍZES YGGDRASIL E AO REINO DE ASGARD! SANTO THOR! 

Bem dotados seios asgardianos, os melhores.

Ao final, eu gostei do que foi feito com Sif e ainda muito mais da arte. Mas, isso não apaga as edições #3 e #4 que descem ladeira a baixo muito rapidamente. Talvez se, por acaso, um momento de clareza faça Kathryn volta aos trilhos, quem sabe eu encontre forças para voltar a ler. No geral o arco inicial tem um grande inicio e um péssimo fim mas que não tira o interesse de que sabe ler um pouco mais.

*É uma penas, mas pelo que fui informado. Essa revista foi cancelada, clique aqui para saber mais sobre.

  • Roteirista: Kathryn Immonen.
  • Quadrinista: Valerio Schiti.
  • Colorista: Jordie Bellaire.
  • Editora: Marvel Comics.
  • Ano: 2013.

7,5/10

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