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Hora de voltar no tempo é relembrar um dos maiores clássicos da ficção-cientifica, sim, Alien

Com o passar de mais um tenebroso Halloween, resolvi reassistir o clássico dos clássicos; Alien – O 8º Passageiro. Filme que fez o nome de Ridley Scott e que – por muitos – é considerado a obra prime da carreira do diretor. Um thriller de ficção cientifica que foi responsável por uma verdadeira revolução na industria cinematográfica ou como alguns dizem “um divisor de águas”.

Mas, antes de adentrar no filme em questão, hora de um pouco de historia…

Quando o projeto ainda estava dando seus primeiros passinhos (olha só que bonitinho…), ridley não sabia ao certo como criar seus Aliens (O ovo, facehug e Alien). Então, eis que depois de uma exaustiva procura; ele se depara com um sujeito “meio louco” chamado Hans Ruegi Giger, um excêntrico artista que tinha o dom de conceber aterradoras obras. Algo do qual Ridley precisava muito, então após o firmamento do contrato Giger logo trouxe para o diretor a sua criatura… e bem, dai para à frente tudo é historia.

O filme em si, desconstrói praticamente tudo o que estava sendo feito na indústria cinematográfica da época (década de ’70). Com o lançamento do primeiro longa da franquia Star Wars (Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança) a ficção cientifica estava caminhando mais para o lado da ação/aventura do que para a ficção “cientifica” propriamente dita.  Ou seja, para alcançar o sucesso Ridley resolveu, literalmente, nadar contra a corrente e como dizem por ai; “A sorte favorece os audazes”.

O enredo não gira em torno de arquétipos ao gênero “A jornada do herói”, mas sim da sobrevivência diante uma forma de vida desconhecida é extremamente hostil.

Um dos primeiros grandes detalhes do filme é a concepção da nave NOSTROMO, que logo de cara nós aparenta ser basicamente uma grande caixa que voa. O que segue bem o conceito da própria na Nasa que pensa nas naves unicamente como veículos de locomoção para que os astronautas sejam levados as bases espaciais e não simplesmente para serem “bonitas”. Isso claro, sem contar que a NOSTROMO é uma nave rebocadora, basicamente um caminhão espacial. O que nos serve de ponte para falar do conceito da tripulação…

Por se tratar de uma nave rebocadora, a NOSTROMO possui uma tripulação nada convencional. A medida que o filme vai avançando, conferimos que alguns membros da tripulação não estão nada satisfeitos com seus salários. O que mostra muito bem que eles não são astronautas em uma missão cientifica, mas sim um grupo de trabalhadores terceirizados de uma companhia que não da muito valor para os seus desejos e esforços. Detalhe ao qual acaba sendo uma terrível surpresa para a tripulação ao decorrer do filme.

Mais de todos os detalhes que me agradam muito nesse filme, os cenários são de longe os melhores. Você realmente sente que eles estão no interior de uma nave, não só pelo ambiente não tem aquela cara de “novo”, mas também pelos objetos da época que foram distribuídos por todo o cenário; dando um tom a mais de realidade à tudo.

Engraçado notar que apesar de tudo, até mesmo hoje em dia as grande produtoras não conseguem emular com sucesso as tecnicas que Ridley usou para compor o ambiente da nave. O que sempre resulta em péssimos filme, extremamente artificias ou pobres de cenário… isso quando tudo não é feito por CG.

Não me diga que você não sabia disso…

E eis que chegamos a ele (melhor do que ele chegar a nos…). O Alien – a grande estrela do filme – é realmente uma criatura “maligna”, não a como sentir empatia pela entidade, sua própria concepção é parasitária. Para ele somos simplesmente gado. Muitos consideram a origem dele ainda uma mistério, mas com o mais recente filme da franquia – Prometheus – percebemos que eles é basicamente uma arma de expurgo. Concebida por nossos “criadores” para o termino de nossa existência. Uma das cenas mais emblemáticas do filme é a do cientista da nave, Ash admite derrota só por conta de alguns minutos de estudo da criatura: “Sim, eu o admiro… ele é um organismo perfeito… um sobrevivente”.

Por fim, esse é e sempre será um dos maiores clássicos do gênero, copiados por muito, mas acertado por poucos. Um divisor de aguas para alguns e um marco para o cinema para outros. Independente da classificação esse filme ainda merece estar na prateleira de cada Geek, não só por sua inovação técnica, mas também por influencia toda uma nova geração de cineastras.

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