alan-moore-neonomicon-malditosinvasores

Um Alan Moore que se mostra “perturbado de verdade”. 

Antes de falarmos propriamente sobre a HQ, vamos falar um pouco sobre a concepção de Neonomicon. Como todos devem saber, moore assim como muito outros escritores, tem um respeito muito grande pelas obras de H. P. Lovecraft é sempre desejou trabalhar em cima da mitologia do autor. Mas, se você pensa que essa foi o momento onde ele (Alan Moore) resolveu por esse respeito à prova, eis que se engana fortemente.

Assim como diversos outros grandes artistas, moore tem dividas a serem pagas. Não com os leitores, mas sim com o governo mesmo. O autor “meio que” deixou por acumular algumas valores com a receita federal é acabou por ter de pagar isso rapidamente, o que claramente nós leva até Neonomicon. O próprio Moore deixo bem claro que bem isso a grana o influenciou bastante na hora de iniciar o projeto. Ou seja, sim, ele fez por dinheiro.

Sinopse – “A trama gira em torno de torno de dois agentes do FBI – Lambers e Brears – que se envolvem em um misterioso caso, envolvendo alguém que está imitando os assassinatos de um antigo Serial Killer. Assim eles tentam descobrir se a uma ligação entre os dois casos. O que significa todo esse simbolismo e misticismo. É o mais importante, até onde essa historia vai parar”. 

Como sempre, quando se trata de obras relacionadas à mitologia do Cthulhu. O exoterismo é simbolismo vem a tona com força, assim é em Neonomicom. Temos varias referencias as obras do autor é também sobre sua própria vida que ainda continua um belo mistério. Em diversos momentos os personagens citam obras de H.P é ainda por cima juntam isso a fatos da realidade, como casos de assassinatos reais e eventos que levaram a  concepção dos livros do autor.

Entre os protagonistas, sem duvida alguma, a Agente Brears é a mais cativante. Ela demostra um profundo conhecimento sobre a mitologia de Lovecraftiana é tem sempre a mente mais aberta que o seu parceiro. O que em um caso do tipo em que eles estão lidando é sempre muito importante. Mas, isso não quer dizer que ela seja um grande personagem. Com o decorrer da trama você percebe que Moore não se dedicou muito a exploração da personagem nem aos problemas mentais que quase sempre os personagens de Craft acabam por sofrer; tendo em vista que ninguém nunca está realmente preparado para dar de cara com um criatura tentacular.

Sim, a trama até certo ponto é boa. Melhor do que a maioria dos títulos que se encontra a venda hoje em dia. Bons diálogos e uma construção de roteiro coesa são ponto positivos para a obra. Em contra partida temos uma historia que sobe a níveis de violência, nudez e sexo realmente exagerados é ainda por cima desnecessários.

Não, pera ai, isso não… ISSO NÃO!

Ou seja, o publico tem toda a razão quando se reclama do que foi empregado na obra. Mas, talvez o senhor Jacen Burrows também tenha um pouco de culpa quanto a isso. Ele facilmente poderia ter suavizado um pouco essa mente doentia do velho autor, levando um pouco mais de consciência à toda essa violência que é encontrada página após página sem freio.

Bem, vamos ao que importa. Algo que foi muito comentado sobre a HQ é que me fez correr atrás da obra, foi o fato de muitos atribuírem a ela rótulos como: “Desgraçada”, “Exagerada”, “Violência Gratuita”. Sei que Alan Moore é um cara polemico, mas nunca antes vi ele ser tão criticado como agora. E o pior de tudo é que eles não estão errados ao atribuir tais rótulos à obra. Realmente Moore passou dos limites com essa HQ. Tudo acabou por ser um desculpa para a bizarrice e Lovecraft apenas uma muleta para a violência que nós faz tanta falta no mundo dos quadrinhos hoje em dia.

Da um confere nos artigos dessa loja…

Depois de tudo isso, você de pensar: “Há, então quer dizer que você não gostou…” e na verdade não é bem isso. Eu gostei, mas tendo em vista as principais obras do velho mago é o quanto ele se superou em toda sua carreira. Está não parece ser verdadeiramente uma obra de Alan Moore, parece mais algo que ele rabiscou, jogou no lixo e alguém (não o Grant Morrison, ele só faz isso quando o lixo é posto para fora) antes e cair na lixeira pegou para publicar em sua nome. O que faz ela merecer mais um titulo como “Do escritor original” do que realmente “Alan Moore” na capa.

  • Roteirista: Alan Moore.
  • Quadrinista: Jacen Burrows.
  • Colorista: Juanmar.
  • Editora: Avatar Comics.
  • Editora Nacional: Panini Comics.
  • Ano de Publicação Original: 2010.
  • Ano de Publicação no Brasil: 2011.

8,0/10

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s