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Um novo futuro pós-apocalíptico, muito interessante. 

Depois do advento Mad Max 2 (1982) à indústria do cinema se viu maravilhada com um novo gênero que estava diante de seus olhos. Muito outros grandes filmes do gênero, em questão, vieram em seguida (12 Macacos, Waterworld, Planeta dos Macacos, Extermínio e muitos outros), cada um com o seu próprio futuro catastrófico. Alguns com bons elementos e outros com alguns não tão bons assim. Mas, nenhum deles chegou a ser tão pessimista quanto ao que vou debater hoje.

Dirigido por Joon-Ho Bong, um sul-coreano mais conhecido por seu filme de horror O Hospedeiro. O tão terrivelmente futuro de Expresso do Amanhã, nos leva até um mundo que se vê mais uma vez de volta a era glacial – um versão extreme dela – onde o que resta da humanidade é confinado em um trêm futurista projetado por um bilionário muito excêntrico que previu a catástrofe muito anos de seu real início. 

De certo modo, pode-se dizer o trêm é o personagem principal é o antagonista ao mesmo tempo. Como diretor e roteirista da trama, Joon-Ho conseguiu criar um sistema de sociedade dentro do trêm que nos remete diretamente aos terríveis dilemas da nossa própria sociedade, sendo que de um forma muito mais macabra. O personagem Curtis (Chris Evans) é uma vítima da situação que acaba tendo – depois de um difícil convivência de quase 10 anos no expresso – de assumir uma posição de líder para salvar o que resta do último vagão. Ao seu olhar é apresentado toda à complexa ordem hierárquica que os mantem vivos e os motivos que os levam ao tão desejado primeiro vagão.

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O filme não é exatamente perfeito, comparado à sua versão original – um quadrinho francês de nome “Le Transperceneige” publicado em 1982 – ele é até um adaptação que peca bastante. Mas, como um filme isolado ele é muito bom, exibe um cenário pós-apocalíptico atípico que sempre nos leva a querer mais e mais entender as diversas características que compõem as diversas classes que “convivem” no expresso. Sem contar que o elenco do filme, até mesmo Chris Evans, apresentam uma atuação primorosa que leva os expectadores a sentirem um angustia terrível pelos eventos ocorridos na trama com cada um deles.

Pode ser um exagero enorme dizer que ele é um dos melhores do gênero dos último 6 anos, ainda mais com o tão recente Mad Max: Fury Road e o avassalador Melancolia, mas creio que ninguém vá se decepcionar com esse longa resolver gastar alguns horas livres com ele. Boas atuações, excelentes plot-twists e um bom roteiro fazem desse filme uma grata surpresa dos últimos anos. Ainda mais, deve-se levar em conta que ele é um boa porta de entrada para a HQ que de longe deve ser umas das 5 melhores já feitas na França. 

7/10

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