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Uma franquia que renasce ao mesmo tempo que presta uma homenagem ao passado.

O retorno de uma das maiores franquias da historia do cinema, marca também o adeus aos elementos e contribuição de George Lucas à mitologia do universo. Agora, nas mãos de J.J Abrams o desafio séria superar tudo o que apresentado anteriormente, apontar uma nova direcção ao mesmo tempo em que elementos antigos deveriam ser mais uma vez utilizados para homenagear o que tornou a franquia grande… O que no final das contas acabou por mais por subtrair da formula final do que acrescentar para alguns.

No comando do principal do filme, temos um velho e saudoso amigo. Roteirista de O Império Contra-Ataca, Lawrence Kasdan, retorno mais uma vez as rédeas da situação para dar aquele gostinho de nostalgia aos fãs mais antigos da franquia. A estrutura de personagens é praticamente a mesma; temos à “the chosen one” Rey, o rebelde Poe Dameron e o alivio cômico Finn. Um grande reflexo do trio original, até mesmo se reutilizando dos lados bom (Resistência) e mal (Primeira Ordem) do universo preestabelecido nos primeiros filmes, mas ao mesmo tempo uma enorme inovação que veio para agradas a todos que pediam por mudanças em Hollywood e mais protagonistas femininas fortes “de verdade”.

Muitos estão mordendo a língua ao dizer que tudo isso foi por conta de franquias como Jogos Vorazes e Mad Max, mas acredito que isso é um enorme equivoco. A muitos anos que o universo de Star Wars vem pedindo por mudanças significativas, tendo em vista que ele tem mais de 20 anos de existência e um enorme universo expandido para ser usado como muleta, mesmo que o próprio estúdio diga que não vai trazer nada de lá. Rey e Fiin vêm para tornar tudo mais palpável e menos interligado como estamos cansados de ver hoje em dia no cinema (apesar de que mesmo assim o roteirista não teve a permissão de abandonar velhos estigmas da franquia).

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Algo que chama atenção no filme, as vezes para o mal e outras para o bem, sem duvida alguma é toda a estrutura da Primeira Ordem e seus integrantes. O personagem General Hux é quase que um reflexo de Grand Moff Tarkin, destemido líder que deseja profundamente por fim as artimanhas da resistência e até mesmo liquidar de vez com a republica ao ponto em que Supremo Lider Snoke e Kylo Ren são – mais uma vez – mestre e discípulo, Imperador e Darth Vader da nova trilogia. Ren realmente é um vilão que está em construção e que foge um pouco do preestabelecido, sendo alguém que não está mais em posição de ser salvo, sua alma acabou por ser corrompida totalmente pelas trevas e ainda será mais ainda no que está por vir.

Agora, a repetição de torno um real grande problema no momento em que se percebe que mais uma vez o fator “estrela da morte” entra em cena. O seu cérebro grita como um louco, você quase se sente andando em círculos e nesse ponto o filme se perde para muitos espectadores. Toda o plot de um ataque especifico contra o relógio para destruir uma pesa chave do aparato de guerra ainda é mascarado com um resgate atrapalhada bem ao estilo Han e Luke, chegando a animar seu senso critico em meio à todo esse “revival”.

No final das contas, para fechar o calculo. O longa Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força é uma grande repetição de tudo que os fãs conhecem e amam, estruturas de roteiro revisitadas ao extremo e conexões desnecessárias. Mas, não se pode deixar de se salientar que novidades estão em todo lugar, o fãs agora tem uma nova luz para seguir e mistérios para serem resolvido. Um universo de possibilidades que vão ser abordadas em VIII e pela primeira vez na franquia o lado negro da força será abordado no seu integro. Então, no final das contas Episódio VII nada mais foi que um mal necessário para um bem maior, um adeus e um olá.

8/10

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Um comentário em “Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força – Crítica

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